Saturday, October 07, 2006

As chaves para uma Educação de Qualidade:Cooperativismo, Bem Público e Internacionalização.

Por Adriana Loiola Bruni


O fato de que a Educação precisa ser transformada, que a qualidade do ensino é precária e que os professores e alunos estão insatisfeitos com tal situação, são afirmações que embasam a necessidade de debater esta temática na atualidade.
Um dos possíveis caminhos para que as análises apresentadas anteriormente possam atuar na construção de uma Educação qualificada, é pautar a necessidade de transição do modelo magistral, arcaico, tradicional, para o modelo cooperativo, grupal, que considere as particularidades dos estudantes, sua criatividade, seu conhecimento prévio e suas habilidades resultantes da vivência em sociedade.
Visto que, “Os professores são os principais responsáveis no momento de empreender, com êxito, qualquer inovação na Educação.” (CEBRIÁN,1999,p.121), estes precisam compreender que os métodos de ensino que funcionaram no momento histórico da sua formação, não funcionam com essa geração que está hoje estabelecida. Pois economicamente vivemos na era da interdependência global com a internacionalização da economia e a super valorização da comunicação e informação.
E com a presença de toda essa tecnologia, o professor tem que considerar também que o estudante de hoje, vive no mundo das imagens e isso reflete no seu modo de ver e compreender a realidade de maneira significativa.
Uma outra chave para se alcançar uma educação de qualidade é torná-la um bem público. Infelizmente, não basta apenas criar leis pra garantir esta ação. A realidade nos mostra muito bem isso através da Lei 9394/96 – Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB).

TÍTULO III
Do Direito à Educação e do Dever de Educar
Art. 4º O dever do Estado com educação escolar pública será efetivado mediante a garantia de:
I - ensino fundamental, obrigatório e gratuito, inclusive para os que a ele não tiveram acesso na idade própria;
II - progressiva extensão da obrigatoriedade e gratuidade ao ensino médio;
IV - atendimento gratuito em creches e pré-escolas às crianças de zero a seis anos de idade;

Apesar da existência desta Lei, a todo o momento ela não é cumprida. E sua violação por parte do Estado, é um duplo desrespeito para com o cidadão que paga seus impostos em dia e tem direito garantido em constituição a ter acesso a uma educação pública e de qualidade. Contudo, a educação só será dita pública, no dia em que for de igual qualidade para todos.
Assim, “se aceitamos que a Educação particular é de melhor qualidade do que a pública, estamos aceitando também que não há educação pública” (TORO,1996,p.117).
Outro entrave que temos com a “dita” Educação Pública é a sua qualidade. É indiscutível essa necessidade de melhoria, uma vez que a maioria dos alunos, presentes nas escolas públicas, são pessoas de baixa renda, que não possuem outras alternativas para captar conhecimentos que lhe foram sonegados nas salas de aula. Ou seja, os estudantes da rede pública de ensino, que se inserem nas características agora citadas, se não possuem , possuem muito pouco acesso a internet, livros atuais, aulas de reforço particular, etc. Enquanto que os alunos provenientes das classes dominantes, facilmente compensariam a má qualidade do ensino.
A terceira chave para uma educação de qualidade consiste em formar alunos com uma mente internacional. Como já foi abordado, nosso momento histórico atual é de internacionalização da economia, mercados e finanças, e a super valorização da comunicação e informação.
Não é mais uma questão de aprovar ou reprovar, aceitar ou rejeitar as inovações: esse é um caminho sem volta, pelo menos para aqueles que não querem ficar à margem do desenvolvimento. Não se pode admitir a indiferença em relação a esse novo cenário ou, ainda, a tecnofobia, fruto da dificuldade em aceitar o novo, o desafio e as novas relações com o saber.

Os três entraves principais:
1) As pessoas que tem acesso a essas tecnologias constituem, ainda, uma privilegiada minoria da população mundial.
2) Não só os alunos, mas também os professores, precisam adquirir habilidades mínimas para que as supervias de informação possam ocupar o papel que lhes cabe no mundo da educação. Isso não é o que se observa nas escolas públicas brasileiras.
O universo interativo das redes produz não só uma superabundância de informação, mais também uma avalanche de lixo que nem todos os alunos – ou mesmo professores – são capazes de filtrar.
Como resultado disso temos a valorização dos profissionais de Geografia, História e Língua Estrangeira.

1 Comments:

At 9:44 AM, Blogger Marco Aurélio said...

Drika

A maioria dos professores de escolas públicas que conheço, são pessimistas reclamões e neuróticos Ainda bem que não são todos assim. Conheci recentemente uma professora de geografia que não é assim e escrevi um post sobre ela:

http://profcorelio.blogspot.com/2006/10/nem-todos-so-assim.html

Se quiser dar uma olhada.

Um abraço

Marco Aurélio

 

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